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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

05.Mar.21

Por serenatas de amor à leitura...

historiasabeirario
Na hora de bater à porta, são as janelas que se escancaram, por serenatas de amor à leitura, de quem recebe e de quem dá histórias. Os sorrisos demonstram a gratidão dos abrantinos pelo acontecer do "Biblioteca à porta" nas suas vidas cativas de um tempo inseguro. São as histórias que lhes valem, dão-lhes liberdade, e asas para voarem nas páginas dos livros, encavalitados nas letras a correrem, consumindo palavras e frases adiante. Há muito que as janelas de Abrantes não (...)
23.Fev.21

Bilblioteca à porta

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A manhã ergueu-se com o sol a espreitar quando as nuvens o consentiam, a temperatura não era a mais acolhedora, a vontade muita, do viajante das viagens e andanças. A "Biblioteca à porta", caraterística actual de levar histórias aos leitores, iniciava a viagem pelas ruas do limite urbano da cidade. Não quero dizer com isto que as freguesias rurais estejam excluídas, todas se aglomeram no "Biblioteca à porta", hoje aconteceu dentro do limite urbano. Todos os leitores estão (...)
30.Set.20

Será desta que...

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  Os cães ladram, o barulho ensurdecedor do tractor lavrando a terra, logo junto da biblioteca ambulante, o galo a cantar, a energia da aldeia é protagonista nesta manhã, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra no Vale de Horta. Homens cuidam da terra, a enxada rasga a terra, a mangueira que se prolonga até ao ribeiro, expulsa a água que traz no seu interior. Na figueira os frutos aumentam o tamanho, o sol também tem a sua graça neste período. Será (...)
28.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  Tarde abrasadora nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, na aldeia do Souto, estão trinta e dois graus de temperatura. O corpo torna-se trôpego no interior da biblioteca ambulante, não está preparado para esta tirania do astro rei. Debaixo dele formam-se castelos, são nuvens cinzentas , esbatem-se para  o branco, tornando esta parte do dia asfixiante. Dia Internacional do Livro, quero que os livros, meus companheiros diários nas viagens, sejam (...)
25.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  Hoje, o território que percorro nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, é o do norte do concelho. Palmeando as suas estradas e caminhos, vislumbro paisagens demasiadamente castanhas. Nalguns lugares a cor negra predomina, destroços de árvores de grande porte, cruzam-se derrubadas com outras de menor envergadura num solo que perdeu a seiva, a terra liberta odores acres, a vegetação carbonizada. Aos meus olhos vêm-me imagens de zonas bombardeadas que (...)
24.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  A sinuosidade da estrada que me trouxe nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, ao Crucifixo e Tramagal, contrasta com as outras duas vias de locomoção alternativas, sendo uma delas já inadequada para o efeito, localizadas mais abaixo. A estrada férrea e a antepassada estrada fluvial. No passado século XVI, um rei que se apropriou da coroa portuguesa,  visionário ao mesmo tempo, ordenou edificar no leito do rio uma obra de engenharia hidráulica, o (...)
23.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  Cinco anos de estrada, cinco anos de viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A levar histórias a todos aqueles posicionados nas aldeias e lugares, onde obter, é relativamente mais difícil. Escrevo de livros e histórias, estou surpreendido com a adesão dos aldeões, seja como utilizadores do acervo da biblioteca ambulante, como visitantes curiosos, pela simpatia e humildade de todos. Muitos não sabem ler, não estão habituados, têm na oralidade o meio de (...)
22.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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Manhã envergonhada nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na Aldeia do Mato os aldeões despedem-se dum filho da terra, o preto é a cor dominante junto da igreja. Aos poucos uns partem, de uma maneira ou de outra, perante a ausência de nascimentos e da prostração do interior, as aldeias também podem ter os dias contados. Aldeia do Matos, 3 de abril de 2018.          
22.Set.20

Não resolvam com autoritarismo

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Hoje, ao deixar o meu filho na escola fui admoestado por um agente da autoridade, ao entrar na rua circundante do estabelecimento de ensino, bem o vi (a primeira vez desde que o meu filho frequenta a escola) lá ao fundo girando os antebraços, como que a alertar, vem depressa, não interrompas a marcha. Há quatro anos para cá que enfrento (com outros pais) a fila de automóveis, diariamente no período de aulas, muitas com um quilómetro de extensão ou mais, até estacionar defronte do (...)