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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

23.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

historiasabeirario
  Cinco anos de estrada, cinco anos de viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A levar histórias a todos aqueles posicionados nas aldeias e lugares, onde obter, é relativamente mais difícil. Escrevo de livros e histórias, estou surpreendido com a adesão dos aldeões, seja como utilizadores do acervo da biblioteca ambulante, como visitantes curiosos, pela simpatia e humildade de todos. Muitos não sabem ler, não estão habituados, têm na oralidade o meio de (...)
22.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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Manhã envergonhada nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na Aldeia do Mato os aldeões despedem-se dum filho da terra, o preto é a cor dominante junto da igreja. Aos poucos uns partem, de uma maneira ou de outra, perante a ausência de nascimentos e da prostração do interior, as aldeias também podem ter os dias contados. Aldeia do Matos, 3 de abril de 2018.          
22.Set.20

Não resolvam com autoritarismo

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Hoje, ao deixar o meu filho na escola fui admoestado por um agente da autoridade, ao entrar na rua circundante do estabelecimento de ensino, bem o vi (a primeira vez desde que o meu filho frequenta a escola) lá ao fundo girando os antebraços, como que a alertar, vem depressa, não interrompas a marcha. Há quatro anos para cá que enfrento (com outros pais) a fila de automóveis, diariamente no período de aulas, muitas com um quilómetro de extensão ou mais, até estacionar defronte do (...)
21.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  Início de semana, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, palmilhando a EN 2, na biblioteca ambulante com destino à aldeia da Foz. Via encaixada no centro de um longo vale espaçoso, ladeada por terrenos agrícolas e de algum montado. A ruralidade no seu explendor, com direito a informação, histórias e amizade! Foz, 23 de outubro de 2017.
19.Set.20

Para muito breve

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Voltei ao vale que divide a charneca, não foi um regresso às viagens e andanças, foi relembrar um passado recente. Para o viajante das viagens e andanças se tornou demasiado longo, as saudades das viagens, de levar histórias, das pessoas, não se escoaram, ficaram as memórias. Foram elas que me empurraram de casa para o vale, para visitar as aldeias do Vale Zebrinho, Barrada e Pego. São lugares onde a biblioteca ambulante se demorou, em tardes longas no verão e curtas no inverno. (...)
18.Set.20

Escritos abandonados na gaveta

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06 - 02 - 2017 De: Mustafa Ali Allepo Síria   Para: Tio Sam Casa Branca América   Espero que ao receberes esta carta te encontres bem com a tua consciência! Escrevo-te de uma cidade que em tempos atrás acordava com o sol batendo nas nossas janelas, os pássaros logo de manhã chilreavam de alegria saltando de ramo em ramo nas laranjeiras floridas, ao mesmo tempo  que o perfume destas preenchia as ruas. As crianças percorriam-nas cheias de alegria, caminhando para (...)
16.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  Não chove, o sol tenta dar um ar da sua graça, a cortina de nuvens mantém-se inquebrável apesar do esforço. As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, rumaram ao norte do concelho, Carril, para ser mais exacto. Aldeia, onde o casario acompanha o declive da encosta, ao encontro dum vale apertado. Quase não se vê vivalma, por ser exposta ao isolamento geográfico, torna-a mais intimista, das restantes outras situadas ao redor. Carril, 27 de Março de 2017.    
14.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  O rio Tejo perdeu a sua energia, não tem ânimo, ao contrário, em Rossio ao Sul do Tejo, no seu eixo principal, o trânsito automóvel está impaciente. As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra estão em Coalhos,  onde as suas terras planas são oferecidas à recepção das águas do rio, quando este não as consegue suster no seu leito. Duas ribeiras atravessam este lugar, com as suas águas alegres entre os canaviais, que se esgotam no leito do rio que divide (...)
11.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  Não é a primeira vez que escrevo sobre o local, até onde a vista me permite alcançar, do lugar cujo itinerário das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra me trouxeram. Refiro-me à pequena aldeia da Bairrada, situada na freguesia das Fontes. Há mais de cinquenta anos atrás, certamente de onde estou estacionado com a biblioteca ambulante, não conseguiria ver o rio Zêzere, o seu leito corria selvagem lá bem no fundo. Através da acção do homem, o rio (...)
10.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  - Deixa cantar a calhandra! Foram estas as palavras proferidas pelo homem velho, que estava junto a mim, protegendo-nos do sol tórrido debaixo de um pequeno alpendre na aldeia da Barrada, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Os filhos abalaram para outras terras, está só, com a velha, como ele diz. Da sua casa, lá em cima, a última, quase ao pé do cemitério, desloca-se vagarosamente até aqui. Senta-se um bocado, a ver passar o tempo, pois gente não (...)