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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

16.Out.19

Não querem que as histórias terminem

historiasabeirario
  Parda, a mostrar a chuva que irá desabar a qualquer momento, assim está a tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, num outono que a pouco e pouco se acomoda.  Salta à vista do viajante das viagens e andanças o fumo espesso das primeiras queimadas, enquanto se dirige na biblioteca ambulante para a aldeia do Crucifixo. Ao longe tem-se a ilusão de altas chaminés fumegando, são apenas enormes fogueiras onde se destrói ervas e mato.Na aldeia para o (...)
15.Out.19

Com passadas impacientes

historiasabeirario
  Afinal a manada está pastando no montado, anda dispersa, na viagem para a aldeia do Pego, no Casal Cortido, são muitas as cabeças de gado que não desistem de esmiuçar por entre os torrões de terra, na busca de tenras raízes, capim e outros vegetais. Apesar da terra estar seca, não deixam de insistir de encontrar alimentos silvestres. No Pego a agitação de quem adquire alimento para os animais, sementes e plantas jovens para colocar nas hortas, não tem descanso, os carros (...)
15.Out.19

Só os fracos desistem

historiasabeirario
  A ausência não foi longa, as nuvens voltam a permanecer no ar, hoje mais escuras, mais unidas, transportam água, irão alegrar os campos, os leitos dos ribeiros voltarão a ser reconhecidos, a natureza a acontecer nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O sol escondeu-se, a biblioteca ambulante volta a partir para outra viagem no rasto dos leitores estejam eles onde estiverem. Na aldeia da Concavada a escassez de leitores é proporcional à (...)
14.Out.19

Façam procriar os paladares

historiasabeirario
  A romãzeira assemelha-se a uma mulher da rua, encostada à casa, convida quem passa, a colher os frutos encarnados que dela descaem. Com os vestidos abertos, sem pudor expõem o que têm de mais delicioso, conquistando o viajante das viagens e andanças a esticar os braços e escolher as mais aptecíveis romãs. A biblioteca ambulante também se evidência, as portas abertas com as suas histórias, frutos de tantos escritores, esperam por quem atravessa a rua da aldeia e as (...)