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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

26.Jan.20

Numa livraria perto de si

historiasabeirario
  Sinopse Recordações de infância, as alegrias simples do amor e da amizade, a terra natal e os seus lugares familiares, mas também os dramas da rua ou as tragédias vividas pela China, são estes os temas destes seis contos escolhidos pelo autor. Com um imenso talento, Gao Xingjian brinca com estas imagens e com a sua escrita, leva-nos, como se nada fosse, a entrar nos seus sonhos mais íntimos - quer sejam os do rapazinho que se tronou adulto, de um jovem recém-casado perdido de (...)
23.Jan.20

Voltar ao princípio

historiasabeirario
  Viagens e andanças para lá, viagens e andanças para cá, distâncias longas e curtas, asfalto perfeito, asfalto imperfeito, mais pessoas numas aldeias, menos pessoas noutras aldeias. As histórias não são só viagens, há percurssos anteriores, mecanismos mentais ou intelectuais processados muito antes até chegarem às mãos dos leitores.  O destapar páginas amarelecidas de histórias que ao longo do tempo pouca luz viram, decifrar as letras, as palavras onde algumas aos meus (...)
22.Jan.20

Texto da treta 9

historiasabeirario
Paredes enroupadas de palavras, de independência, lugares desocupados, passagens interruptamente exploradas, perseguindo o que não existe. Pessoas que não rompem, não querem saber, não querem recolher conhecimento, gente demasiadamente apreensiva com as maneiras de perdurar dos outros. Sorrisos mentirosos, pancadas que denotam amizades, deslealdades a mais para se compreender. São poucos dias, assustadores, demoram a atravessar, quero abalar, quero estar onde não sou infeliz. (...)
21.Jan.20

Texto da treta 8

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Saí apressado, preocupado a tentar não perder o que resta do texto memorizado, e que tinha escrito, mas estranhamente desapareceu quando o publicava. Por outras palavras e algumas que ainda por aqui ficaram, principiava ao deitar, aí o assunto é dormir, fantansiar, às vezes penar, render-me às ilusões. Últimamente antes de embalar, sou atropelado por letras, leio para mim o que escreverei, procuro  palavras. São caminhos nos quais as frases se desenvolverão, nem todos serão (...)
20.Jan.20

Texto da treta 7

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  Nas últimas horas, o vento não se cansa de uivar na região onde se estendem as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O sopro é de tal maneira intenso que aparenta estar sedento por alguma coisa, tal e qual os lobos quando esfomeados exploram florestas e charnecas tentando alcançar as suas presas. O seu temperamento violento revolta os cabelos de quem anda sem a cabeça abrigada na selva urbana escapando às máquinas motorizadas, fintando os alcaiotes. (...)
19.Jan.20

Numa livraria perto de si

historiasabeirario
Sinopse O Baltasar era o MELHOR urso violinista do mundo. Chamavam-lhe BALTASAR, O GRANDE! Um dia, é libertado do circo e inicia uma longa viagem. Diz adeus aos velhos amigos, visita novos lugares e faz novos amigos também. Mas a viagem é longa e os dias estão cada vez mais frios… Conseguirá o Baltasar encontrar o caminho até casa? Orfeu Negro, Abril de 2016
18.Jan.20

Numa livraria perto de si

historiasabeirario
Sinopse Era uma vez dois amigos, um cão cor-de-laranja, um papagaio vermelho e uma árvore... branca? Não pode ser! Vamos começar de novo. Era uma vez uma nuvem verde... e carregada de fruta? Este livro não está bom! Ou podem as nuvens e as árvores trocar de lugar, e o ilustrador colorir o mundo às avessas? Troca-Tintas convida-nos a desarrumar as ideias e a pintar a realidade de várias cores e tons! Uma história surreal, de delicada geometria poética e um humor virado de (...)
18.Jan.20

O rio

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  Fui ver o rio, e o rio disse-me que estava arrepiado. Há muito tempo, leu uma história que lhe meteu medo. Foi de manhã cedo, o sol ainda não havia acordado. Ficou revoltado, na aldeia não acontecia alegria, as casas da aldeia estão vazias, não há cortesias, há melancolia. Tinha saudades do verão, das novidades que trarão, das pessoas novas que virão, na união dos que cá estão com os emigrados, os desconhecidos. Dos mergulhos, das brincadeiras, companheiras das manhãs, (...)
17.Jan.20

Uma história à porta da casa da avó

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A tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, tem o início na aldeia do Carvalhal, excepcionalmente para deixar uma história à porta da casa da avó da Sulamita.  A obrigatoriedade de ser lida, de objecto de estudo e análise na escola, devido à urgência de obtê-la, a biblioteca ambulante desviou o seu percursso no sentido das aldeias do itinerário de hoje. Confiando que a história não ficará muito mais tempo sózinha, aguardando que lhe peguem e se (...)