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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

26.Jul.18

Nada melhor para se estar

 

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 A indisciplina outonal aparenta ter-se sumido, amanheceu com o sol a erguer-se cheio de brilho, na aldeia de Martinchel onde as viagens e andanças me trouxeram na biblioteca ambulante. O bafo do vento é fresco, sabe bem, as histórias esperam no banco por quem as venha buscar ou acompanhe na tarde deste verão tímido, sentado na sombra da tília. Uma floresta verdejante, é o panorama que se avista da biblioteca, nada melhor para se estar, ler ouvir e ver!

24.Jul.18

Manhã vazio de tarde cheio

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 De manhã vazio de tarde cheio, assim corre o rio Tejo quando atravesso a ponte, desta vez até à aldeia de Bicas nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. No que que respeita ao clima que cerca este território, a discórdia é semelhante, umas vezes nublado, outras solarengo. A biblioteca ambulante não tem incondicionalismos, o tempo corre, a informação não pára, nas aldeias e lugares, estão despertos para a chegada da mesma!

24.Jul.18

Mãos

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 Mãos que brincam ao jogo do elástico, mãos que desarrumam livros das prateleiras da biblioteca ambulante, mãos que folheiam páginas dos livros de histórias, mãos que conduzem bicicletas em corridas, desenfriados pelos trilhos das charnecas ao redor das aldeias. Serão estas mãos, que agora alegram pais, avós, tios, tias, as comunidades, um dia, quando forem mãos adultas capazes ter trabalho, gerar outras mãos, dirigi-las com as suas na direcção da biblioteca, educá-las nas mesmas aldeias onde actualmente são felizes? Quem comanda e comandará o futuro do país, conseguirá, terá coragem de inverter o despovoamento do interior? São nestas e noutras mãos pequenas que o país estará confiado! As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, dando esperança nas muitas incertezas que possam existir. Mas nunca desistir!