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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

05.Jul.18

Com sentido e sem sentido

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 Percorrendo os afastamentos da cidade nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, onde o sol tenta abrir à força, mas está difícil na aldeia de Vale de Açor, na freguesia de Bemposta. É mais fácil levar livros, romper as suas páginas, devorá-las com os olhos, ficar abastado de letras de formas diversas, palavras grandes e pequenas, frases com sentido e sem sentido!

04.Jul.18

Alguém traga livros

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 Chego à aldeia de São Facundo com o termómetro da biblioteca ambulante a marcar seis graus, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Nas charnecas a água explora expontaneamente, inundando trilhos, alcançando a passagem estreita antes da estrada, causando pequenos riachos. Na aldeia os aldeões estão recolhidos, aquecendo-se ao fogo das lareiras, aguardando a noite e os que ainda não regressaram dos seus trabalhos a casa. A biblioteca ambulante espera que de repente alguém traga livros, que recomeçe noutros, dialogue a respeito da horta, do período em que existimos!

02.Jul.18

Esperam devagar

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A tarde quente na aldeia de Lampreia, afugenta os aldeões da rua, mais adiante noutra aldeia para onde a biblioteca ambulante se deslocou, Casa Branca separada em duas pela estrada nacional 118, na qual o trânsito não tem preguiça. Em cada parte, dois cafés unidos com a via, onde homens sentados, abrigados nas sombras dos toldos das esplanadas, esperam devagar que a duração do dia avance. São velhos, já trabalharam, casaram, com filhos criados, para eles agora esta parte das suas vidas segue em frente como a água de um ribeiro num dia de verão.

02.Jul.18

Acesso ao seu passado

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BI2.jpg Na aldeia de Arreciadas, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a primeira referência desta aldeia a permitir o acesso ao seu passado é de 1 de Novembro de 1376 «... E out ssy a meatade dhua Erdade no rrosto da Ciade...» (AHCA, SV, 1, 46). Subsistem mais diversas, umas das outras do mesmo topónimo sem firmeza formal. Qualquer dos étimos guarda em si uma nomeação de sítio elevado ou merecedor de destaque. No L R O 4 (1764), f. 102, surge Rociades. ( D.T.E.C.A.) O sol aos poucos, despede-se, não sei quando volta, a biblioteca itinerante voltará certamente.

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