As enormes nuvens despedaçam-se ...
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E não é que o verão baixou as suas defesas, o inverno, esteja lá onde estiver, conseguiu colocar um padrão. Marcando a posse, do tempo, que irá acontecer dentro de alguns meses, de vestirmos camisolas de malha, calças, como estou a usar hoje de manhã. A anexação pela madrugada dentro, apanhou desprevenido o verão, só agora, observando o céu, está a repelir a sombra que tem pairado nas aldeias da minha terra. A meio da manhã, o vale abre os olhos, no rádio a voz da Lola Young, na música do momento, mantém atento o viajante das viagens e andanças, na condução da biblioteca ambulante. As enormes nuvens despedaçam-se, misturando-se na massa azul, infinitamente doce. Na aldeia, as mulheres trazem os sacos da mercearia cheios, o fim de semana à porta, vale mais estarem prevenidas, não vão os filhos, as noras, e netos, aparecerem repentinamente. São as surpresas melhores que lhes podem acontecer, após uns dias no silêncio, desbravando a terra ressequida. Arranja-la de forma a ser utilizada na plantação das hortaliças e legumes do inverno. Na aldeia da Barrada a paragem da biblioteca ambulante foi curta, a impossibilidade de estacionar no lugar de sempre, em virtude de umas obras coincidentes nas vésperas de eleições, na requalificação dum espaço de lazer. O número de trabalhadores envolvidos nesta, à vista de quem atravessa a aldeia pela primeira vez, irá incutir nestes, a edificação de um grande empreendimento. Não é o caso, mas urge que a mesma se conclua quanto antes. Por esse motivo, sem espaço para permanecer durante o horário estabelecido, a biblioteca ambulante estacionou mais cedo na aldeia de S. Facundo após o período do almoço.













