Actualmente são memórias ....
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Na aldeia do Pego, no largo onde a escola continua a segurar as crianças, o lugar habitual da biblioteca ambulante, está ruidoso. São vários os veículos a desembocarem no largo, numa manhã em que o sol só agora dá sinais de vitalidade. O rio revela o leito dramático, com rochas compostas por arestas afiadas. No passado, o conhecimento profundo, e domínio na navegação, os arrais transpunham estas armadilhas naturais, levando a bom porto as mercadorias. Actualmente são memórias navegando nos rios do céu. Sem obstáculos opondo-se à viagem escrita, a biblioteca ambulante avança, deixando histórias pelas aldeias da minha terra. Marcando o território, as pessoas, movimentando-se em percursos estabelecidos com objectivos sociais. Contribuindo na formação dos indivíduos, preparando-os para o exercício da cidadania, através da leitura. A primavera estabeleceu-se, inaugurando um espaço de tempo, no qual voltamos a ser felizes. As esplanadas defronte dos cafés nas aldeias da minha terra, mostram a felicidade nos rostos das pessoas. Estão comunicativas, e despachadas nos actos. A parte mais interior destas não consigo ver, calculo que uns estão melhores que outros. Disfarçam, os dias arrebatados dão-lhes cobertura, puxam-nos para seguirem em frente, não há tempo para desânimos. Frequentem a biblioteca ambulante, viagem nas páginas das histórias, ganhando conhecimento. Com perícia saberão sair do lodo com que a vida às vezes os surpreende.








