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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

03.Dez.21

Onde a oralidade recruta histórias...

historiasabeirario
  A névoa rasteira não permite descuidos na estrada de curvas seguidas, a conduzir a biblioteca ambulante nas viagens e andanças, em direcção ao Tramagal. Acrescentando a temperatura baixa, os cinco graus  celcius que se colam no corpo de quem arrisca andar desprotegido, ou sem agarrar uma história nas mãos por exemplo, ainda a privação de leitores que sobe nos lugares do costume, dos encontros verdadeiros e deslumbrantes ao mesmo tempo. Onde a oralidade recruta (...)
05.Mai.21

É por elas, por eles...

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O abraço do sol é caloroso neste retorno às viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Encontros ocasionais proporcionam futuros leitores, reencontros causam sorrisos, as máscaras estão lá, os olhares dizem tudo. Eles aprendem, eu aprendo a colocar-me neste tempo novo. A aproximação não é expontânea, é avaliada no primeiro momento, daqui para a frente comunica-se, agenda-se. Na próxima visita serão as histórias as protagonistas, é por elas, por eles, as (...)
24.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  A sinuosidade da estrada que me trouxe nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, ao Crucifixo e Tramagal, contrasta com as outras duas vias de locomoção alternativas, sendo uma delas já inadequada para o efeito, localizadas mais abaixo. A estrada férrea e a antepassada estrada fluvial. No passado século XVI, um rei que se apropriou da coroa portuguesa,  visionário ao mesmo tempo, ordenou edificar no leito do rio uma obra de engenharia hidráulica, o (...)
10.Fev.20

Um sintoma que algo não está a correr como deveria

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  Na estrada outra vez com as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a biblioteca ambulante, estacionada na aldeia do Crucifixo, espera que os leitores locais se atrevam a entrar e optar pela história que os atraia mais neste universo das narrativas viajantes. Esta espontâneadade de aproximação trará primeiro a chuva do que leitores, são mais os sinais que vêm de cima, dos que lêem o que os outros escrevem. Na rua principal só os carros dão nas vistas, (...)
13.Dez.19

Isto ainda existe

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  As barracas ocupam o lugar onde as histórias acontecem no Tramagal,  fito rapidamente ao conduzir a biblioteca ambulante na direcção do infantário. Instantaneamente prevejo outro local para permanecer quando regressar. Também ao redor da  escola o recinto está mudado, é excessiva a presença de adultos, percebo que hoje se realiza a festa de Natal, são muitos os pais e avôs, e outros familiares. As histórias dos mais pequenos não sairão das estantes, a tarde para eles (...)
06.Nov.19

Mãos

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  Nuvens baixas e cinzentas atravessam o espaço terrestre das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A biblioteca ambulante ganha ânimo no cais das partidas e chegadas, as histórias sacodem o pó das brochuras, amaneiram as páginas, aprumam as posturas, estão desimpedidas para os leitores da aldeia do Crucifixo e vila do Tramagal. Mãos pequenas, mãos grandes, mãos rudes, mãos macias, mãos novas, mãos velhas, esperam pelas histórias. Muitas partes (...)