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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

08.Nov.19

Tudo não passa de um acto

historiasabeirario
  A carrinha de caixa aberta, avança lentamente no asfalto, adiante da biblioteca ambulante nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, dá sinais que vai desfalecer, a abarrotar de sacas cheias de azeitona, progride na mesma direcção das histórias, a aldeia da Chaminé, onde nesta altura o seu lagar não tem descanso. A sua fama de produzir bom azeite, suplanta os limites da freguesia onde está instalado, de quase todo o conselho chegam azeitonas para serem (...)
18.Out.19

Com vontade de repetir

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  Brilhante e cinzenta, são as mudanças da tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Aparentemente estão ausentes na aldeia da Chaminé, só os cães se ouvem ladrar, um ou outro cacarejar, num qualquer quintal, arquitectado nas traseiras das casas baixas que ladeiam as poucas ruas da povoação. Perfeitos paraísos privados, com água no poço, preenchidos por canteiros de flores, de hortaliças, completados de pequenas capoeiras, que asseguram (...)
30.Set.19

Aconteceu a preto e branco

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  A manhã aconteceu a preto e branco, a tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra sucede colorida e quente. Na primeira aldeia, a ausência foi presença assídua, no período em que a biblioteca ambulante se demorou com as histórias. Somente a frescura branda do vento a impulsionar a viagem seguinte para a aldeia da Água Travessa, onde certamente leitores se acercarão das histórias. Na Chaminé são os velhos a população emergente, os outros são (...)
30.Ago.19

A terra está viva

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  Após a penumbra na ponte das Areias a biblioteca ambulante entra no vale, estendido á sua frente, ladeando a estrada o milharal amadurecido aponta ao céu. Quem ande no seu encalce, num instante desiste, pouco depois volta a acreditar, a sua ocultação motivada pela dimensão vertical do cereal, não é mais que um engano. Prudentemente desliza pelo asfaslto, no interior o viajante das viagens e andanças, atento ao que acontece ao longo da depressão natural, progredindo até á (...)
15.Jul.19

O homem da paragem do autocarro

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Depois de uma manhã cinzenta e fresca, a tarde tornou-se luminosa, quente não o bastante para andarmos desafogados, estonteantes de tanto ardor. Para além do Tejo continuam as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, um início de semana promissor como todos os princípios, para levar as histórias as aldeias da Chaminé e Água Travessa. Na primeira a ausência de leitores opõe-se aos  automóveis estacionados nas sombras das árvores e  dos poucos  edificios. (...)
31.Mai.19

Desejo de aprender mais ainda

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    Desafiando o calor, a biblioteca ambulante ruma na direcção das aldeias da Chaminé e Água Travessa, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Atravessando a ponte que permite a transposição sobre o rio, olhando cá de cima, as suas águas voltam a subir, os dedos das mãos dos homens que o amansaram empurraram o botão, transmitindo á barreira que o detém que se feche. O contrário também foi efectuado, e num abrir e fechar de olhos as águas quase (...)
14.Mai.19

O estímulo pelas histórias é diferente

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Ao contrário da tarde de ontem, a presença do vento leve permite outra postura do viajante das viagens e andanças. A prostração é substitída por uma dinâmica mais inquieta, até nos leitores e nas gentes da última aldeia do dia, que vem ao encontro das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, o estímulo pelas histórias é diferente. Apesar da brisa, o calor continua a evidenciar a sua hegemonia, as sombras do costume, no estacionamento no largo da escola (...)