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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

A ausência e o frio ...

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A ausência e o frio são personagens que deambulam no largo, a chuva faz parte do lugar, depois há os papeis secundários. Um cão atravessa o largo velozmente em perseguição de um automóvel, advinho que o dono do mesmo saiu sem o convidar para o passeio. Este tendo em conta a desconsideração daquele que considerava ser o seu fiel amigo, não fez súplicas e desprende-se a correr no seu encalce. Os primeiros desta acção voltam a ter papel preponderante na história. Um ligeiro cheiro a lenha ardendo liberta-se da chaminé, pode ser de qualquer uma das casas que protegem o espaço. Um efeito especial usado com o propósito de transmitir realidade. Agora é a vez da padeira com a sua carrinha entrarem em acção, a presença fugaz não estava prevista, havia muito mais para desenvolver no set. No roteiro o texto breve seria dividido por várias personagens comprando pão, houve uma. Silenciosamente uma sombra toma para si a iluminação, uma mulher abeira-se da porta da biblioteca ambulante, fala comigo, no início não entendo o que diz, baixo o vidro, salta-me à vista os seus olhos doces, recomeça, dizendo-me que não há ninguém, têm morrido muitos. Uma parte execessiva de pessoas desapareceu, havia poucos, quantos sobrarão, um filme para ver numa aldeia próxima de si.

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