A biblioteca vem e vai ...
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Aldeia do Mato, povoação assente sobre um braço do rio Zêzere, destacando-se em cima da praia fluvial. O verão traz forasteiros, de passagem, para se banharem na praia fluvial, os filhos da terra ocupam as casas, vazias nos meses que sobram. No século passado, havia quem transpusesse o rio Zêzere quando este não passava de uma linha, torneando calhaus, descendo pelos declives, no meio dos pinhais. Vinham da Serra de Tomar, abastecerem-se no comércio da Aldeia do Mato, após a construção da barragem do Castelo do Bode nos meados dos anos cinquenta, tudo se modificou. A barreira fluvial de betão, fez com que o rio engordasse. Afastou as pessoas que chegavam aqui, passando pelos pinhais, transpondo o rio escanzelado. A troca de produtos foi escasseando, a imigração levou outros, a população envelheceu, diminuindo com o passar dos anos, continuando dinâmica, mantendo as hortas, criando galinhas, para o sustento diário. Receberem os filhos e netos e dar-lhes comida, proveniente do esforço, de saberem estar na aldeia. A biblioteca ambulante vem e vai, quem gosta das histórias aparece, não é sempre, vêm para conversar. Expressam os sentimentos e emoções, destapam histórias da aldeia.