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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

05.Abr.19

A chuva apoderou-se da aldeia

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As nuvens já taparam o sol na aldeia de Amoreira nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Uma ligeira corrente de ar frio passa pela rua onde a biblioteca ambulante está estacionada, nela trauseuntes caminham rua abaixo e rua acima. No sentido descendente vão de mãos a abanar, ao contrário seguram o saco contendo o pão. Dois, três, quatro e pouco mais, é a quantidade adquirida por cada um. O agregado familiar não é extenso, os filhos já partiram, não necessitam de muito pão, diáriamente a padaria é abastecida. Uns pequenos pingos de chuva vão preenchendo o vidro frontal da biblioteca ambulante na aldeia de Rio de Moinhos, os leitores têm marcado presença até agora. A chuva apoderou-se da aldeia ao mesmo tempo que os aldeões se acumulam no interior da biblioteca. Pequenos e grandes tiram e colocam histórias nas prateleiras, escolhendo, partilhando sugestões de uns e outros. Uma tarde aconchegada, dialogada com pessoas da aldeia, histórias de uns e outros, novidades e tristezas, as histórias protegidas nas capas dos livros divertem-se, oscilam nas mãos dos que lêem, com movimentos gestuais alguns falam com as mãos. A tarde precipita-se, sem me aperceber a noite  abraça-me, amanhã haverá outras aldeias.