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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

11.Set.18

A naturalidade do rio foi interrompida

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A energia solar está intransigente ao final da manhã na Aldeia do Mato, as viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, percorrem as margens do rio Zêzere, onde o curso de água é folgado, derivado da acção humana ter freado a correria selvagem das águas. Com a edificação da barreira artificial a naturalidade do rio foi interrompida, sendo as águas domadas, inundando pequenos lugares, hortas, e floresta. Outras aldeias agora ladeiam o rio, tornando-se vibrantes no verão e esquecidas no inverno. A biblioteca ambulante no local mais buliçoso da aldeia, aguarda que os aldeões, ainda atarefados nas suas hortas, regressem a suas casas e de passagem tragam novidades, devolvendo histórias e levar outras.