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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

A opulência cegou-os

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O dia acordou cheio de incertezas quanto ao seu desfecho, tanto pode desabar um aluvião de água, ou um qualquer raio de sol despontar, afastando toda esta mortalha que cobre este bocado de terra. No rio, as águas estão paradas, cheias de interrogações, os homens já nem se debruçam sobre elas, não querem ver espelhados os rostos tapados por máscaras, com vergonha de terem consentido que o mundo se tenha definhado perante  um vírus. Há muito que o universo andava esgotado, sem ideias, para combater a fome, terminar as guerras, evitar as migrações forçadas, consequentes de todo este mal estar. A opulência cegou-os, nunca mais olharam, nunca mais escutaram, a terra agonizante.

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