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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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O viajante das viagens e andanças, com algum esforço colocou-me numa estrutura, onde as rodas da frente estão estacionadas em duas rampas de modo a estar posicionada horizontalmente ao largo, no centro da cidade. O largo é a sala para receber os abrantinos, os forasteiros, todos aqueles que vêm visitar a cidade, embaixadores das aldeias e de outros lugares. Aqui em cima, no trono, alcanço-os a todos, sou a rainha das Festas da Cidade, a embaixatriz nas viagens e andanças nas aldeias da minha terra. Ao meu redor há leitores, curiosos, nestas ocasiões especiais, sentados para encontrarem a leitura. Para conhecerem personagens, segui-los noutras aventuras, descobrirem palavras, viverem emoções diferentes. Nestes dias de ausência, eles dizem-me, da importância da mobilidade das histórias no meu regaço, pelas aldeias da minha terra. Viagens interrompidas durante o período das Festas da Cidade, no qual os aldeões podem levar histórias. Visitando-me no intervalo dos petiscos, da euforia da bebida, das actuações dos artistas, estou de portas abertas, cobiçosa de os ter no meu espaço, no assento que as histórias ocupam. São dias únicos, onde se misturam a alegria, o cansaço, a ansiedade de voltar outra vez à estrada, voltar a ser conduzida pelo viajante das viagens e andanças.