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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Come-se castanhas assadas na aldeia da Concavada, no largo, sentados junto a uma mesa alguns locais não se esgotam de as levar à boca e engolir, acabadas de assar no resto do carvão que tostou os frangos antes do almoço. Defronte da biblioteca ambulante, no lado oposto, a viatura que traz a fruta e os filhos das galinhas preparados para o grande assador tem o fim de um dia de negócio à vista.  Amanhã será outro dia, outra aldeia, assim como a biblioteca ambulante, percorre as aldeias da minha terra, há dias que permanecem na mesma aldeia, quase sempre  nos mesmos lugares, aguardam por quem as queira usar. As vozes têm momentos em que se fazem ouvir mais alto, noutros não passam de sussurros, tem a ver com a quantidade ingerida de álcool, hoje ninguém leva a mal, é dia de S. Martinho. A tarde soalheira atrai as pessoas à rua, de manhã foram colher alguma azeitona das poucas oliveiras que ainda as têm, agora estão pretas, penduradas nos frágeis ramos, são como os enfeites para as orelhas. A venda ambulante põe-se em marcha, a biblioteca não ficará muito mais, a próxima aldeia está expectativa.

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