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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Accionam não sei de onde

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 Hoje a biblioteca ambulante, levou nas suas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, vontade de ser diferente. As suas histórias alcançaram os mais velhos, ao mesmo tempo também nós aprendemos com as histórias deles, das suas vivências, dos trabalhos que tiveram. Dos filhos que partiram para as grandes cidades, da sua aldeia que não é a mesma da outra, quando eram meninos. Quando brincavam nas ruas sem asfalto, quando tinham trabalho na agricultura, na silvicultura, foi gente que não negava qualquer ofício, faziam o que a oferta tinha para dar, não havia possibilidade de escolha. Agora o resto dos seus dias são passados em instituições que os poupam a uma velhice descontrolada. São felizes, acarinhados e bem tratados, até as histórias não se esquecem deles, partilham com eles as letras, as palavras as ilustrações que os livros contêm, tudo isto os desperta. As suas memórias accionam não sei de onde, narrativas das suas experiências, e na oralidade dão-nos a conhecer tanto, é um regalo estar com estes velhos. Obrigado Sílvia e Celeste, pelo método especial de comunicação!

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