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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

04.Dez.18

Ambas unidas

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As névoas dissiparam-se de vez nas manhãs das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. O brilho do corpo celeste inundou o território de tal maneira, que a biblioteca ambulante na aldeia do Tubaral se acomodou na sombra de uma laranjeira. Noutro sentido estão as mulheres, expostas ao sol aguardam pela padeira, enquanto as conversas convergem na azeitona. Uma, duas três fangas de azeitona para o lagar..., aqui ainda expressam  algumas palavras num vocabulário cada vez mais apagado.. A laranjeira no seu estado mais avançado de gestação, tem os frutos amadurecendo, estando a pigmentação dos mesmos  passando da cor verde para a cor laranja.

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As laranjas e as histórias, ambas unidas umbilicalmente a duas árvores, esperam que as venham colher, beber do seu sumo, que mergulhem nas suas partes mais nutritivas, e com elas aumentar o conhecimento.