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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

10.Dez.19

Aprisionada na tarde

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A noite aproxima-se, com a biblioteca ambulante aprisionada na tarde das viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Na Casa Branca, não aquela, onde Donald Trump assenta arraiais actualmente, sem saber por mais quanto tempo irá permanecer com o rei na barriga. Mas a outra, a aldeia, que tem no seu espaço geográfico, uma estrada que a atravessa, onde os veículos ligeiros, pesados, motociclos, tractores, não se cansam de transitar de dia e noite. Aquela onde agora mesmo as chaminés das suas casas libertam fumo. A noite vai ser fria, os homens depois de sairem dos cafés que ladeiam a curva da estrada, já aquecidos pelo alcóol das muitas minis que emborcaram, querem chegar a casa, jantar e aquecer os pés no lume. O dia foi duro nos trabalhos do campo, na floresta, querem ter os privilégios a que têm direito, o seu aspecto rude, quase brutal nos rostos de alguns. Barbas por escanhoar,  bonés a tapar as sobrançelhas, roupas sujas e linguagem grosseira. Têm momentos em que se assemelham ao outro, da outra Casa Branca.

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