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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

12.Out.18

Sempre com as palavras

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 O sorriso desta manhã não me engana quanto ao resto do dia, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. A meta é a aldeia de Vale de Horta, para trás ficou o rio Tejo, sem a vitalidade dos dias anteriores. Por outros atalhos mas nos mesmos roteiros das viagens da biblioteca ambulante, as histórias avançam pelas charnecas do Vale Zebrinho, São Facundo (onde a leitora Leonor, acenou à biblioteca), e Vale das Mós. O relevo altera-se com a tomada dos kilómetros, desde as cores de verão que os terrenos ainda não despiram, às florestas de pinheiros e eucaliptos, tudo é possível nesta área, algumas parcelas outrora  dominadas por arrozais, presentemente servem de pasto para o gado. Os rebanhos proliferam nas ervas descoradas, na horta um homem colhe couves, na aldeia ouço o latir dos cães à passagem do cobrador de água, distante um galo mandrião canta..! As tonalidades os realces as estações modificam-se, as histórias continuarão a amparar os leitores, não leitores, sempre com as palavras.