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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

03.Set.18

As viagens continuam

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 Regresso e as viagens continuam, ainda as luzes dos candeeiros estão a iluminar a despedida da noite, dá-se início a algumas delas. As passadas ritmadas são o que se ouve na madrugada silenciosa, o sol não se levantou, mais adiante os primeiros automóveis surgem, alterando o repouso da alva. No interior dos mesmos, rostos sonolentos dirigem-se para os seus ofícios, outros transportam bens essenciais às populações a norte e a sul. A descida acompanha o rio, lá em baixo os cavalos pastam na pouca erva fresca. Ao chegar ao rio os cães adormecidos, sobressaltam-se com a passagem, ladram protegendo o território da sua guarda. Um gato preto afasta-se com velocidade, levando nas suas mandíbulas, orgulhoso um pequeno rato. Mais à frente outro gato, este branco, encolhido entre as pedras da margem, aguarda a oportunidade de caçar um pato, tarefa inglória.  Este pato e os demais, apavorados com os passos apressados, nadam apressadamente ou levantam voo, soltando sons desagradados com o viajante. A sonoridade torna-se mais estridente no meio da folhagem das àrvores com o despertar da passarada, o astro dá os primeiros acenos da sua vitalidade através da sua cor laranja ao erguer-se. Outra manhã desponta, diferente, disputando a beleza das anteriores, igualmente harmoniosas.