Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

28.08.25

Cimentar pessoas, ...


historiasabeirario

2025_0828_10301600.jpg

2025_0828_10292300.jpg

O vento continua a empurrar as nuvens, em grupos, alternando com o céu azul, chegam como os animais de grande porte, às aldeias da minha terra. Estepes isoladas nas planícies do interior do país. Deixando-se conduzir passivamente ao ritmo do sopro do vento. O verão está a perder o vigor, posso estar enganado, mas haverá verão que irá dar que falar ainda. Tem conquistado a pouco e pouco o tempo ao outono, colocando aqui e ali, no inverno, e na primavera, interesses em parcelas no tempo destes. O verão e as romarias nas aldeia, atraem os filhos destas neste período maduro do ano. Visitar a família, ir a banhos no rio, utilizarem a biblioteca ambulante, lerem, as revistas, os jornais, informarem-se nas notícias do país e do mundo. São estas circunstâncias, por mais pequenas que sejam, que fazem mover a biblioteca ambulante. As pessoas são a força propulsora nas viagens e andanças, nas quais a biblioteca ambulante garante a sua itinerância. Estimuladas na curiosidade, de quererem saber para onde vai o verão, em que lugar está a primavera actualmente, como está a ser o outono na outra metade do globo terrestre. Quem demonstra conhecimento, tem comportamentos diferentes nas relações com o meio ambiente, poderão administrar melhor as estepes. Cimentar pessoas, dar vida às aldeias, fortalecer a floresta com espécies resistentes aos fenómenos climáticos, ao pior de todos, o homem.