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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Compreendem que não estão esquecidos

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Os automóveis a pouco e pouco ficam enfiados, seguidos uns atrá dos outros, a progressão na estrada torna-se vagarosa, lá na frente a cor verde do colete de um polícia não para de se mover na rotunda. Quando chega a vez da biblioteca ambulante, o viajante das viagens e andanças é informado que as luzes de nevoeiro têm de estar obrigatoriamente acesas, como não existem, são as lâmpadas dos médios acesas a continuar nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, sinalizando as histórias na direcção da aldeia da Pucariça. A prevenção das autoridades, não é mais nem menos essencial que as medidas realizadas antecipadamente pela biblioteca ambulante nas aldeias que visita. Com a sua presença com leitores, e sem leitores, evita a falta de informação, sobreavisa os forasteiros que a aldeia está alerta a qualquer anormalidade. A sua demora no adro da igreja, no largo do coreto, junto do café, da escola, do posto de saúde, da casa do João, da fonte, da junta de freguesia, do Centro de Dia, é uma orientação para os que estão e para os que atravessam o território. É uma estabilidade para os aldeões, comprendem que não estão esquecidos!