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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

22.10.25

Conhecendo a História ...


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As nuvens sobrevoam aceleradas sobre a biblioteca ambulante, tapando o sol, o brilho feroz dos seus raios são lâminas afiadas, ferindo a vista quando o enfrento. Mas, quando um grupo de crianças entra na biblioteca ambulante, acompanhados pela professora, as nuvens voltam a encobrir o sol, dando a vez, há luz. Disseminada pelos olhares das crianças na direcção da professora, explicando a disposição das histórias na biblioteca ambulante. Depois, sentam-se no chão, cada um com a sua história, partem, visitando-a, saltando de folha em folha, brincando com as ilustrações. A luz desapareceu de vez, quando as nuvens não se moveram mais, foram-se embora, a chuva pode cair a qualquer momento, o almoço também espera. Mesas cheias de meninos e meninas a comerem, sopa de letras, cozinhada na biblioteca ambulante. As árvores estão perturbadas, a cor muito escura do céu estão a deixa-las desassossegadas, a ramagem agita-se impulsionada pelo vento. Opõem-se à força do vento, aos queixumes do tempo, da situação do clima, do presente, completamente virado do avesso. Há esperança nos mais novos, naqueles que estiveram há pouco na biblioteca ambulante, experimentando as histórias, alguns a primeira vez a manusearem objectos comunicacionais. No início as letras grandes, os bonecos, animando os pequenos leitores, empurrando-os para outras aventuras. Conhecendo a História, respeitando a História que estão a criar.