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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Continuo a ler com prazer e sem parar

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O vento não trás nada de novo, só frio que nos faz vestir agasalhos novamente. Há uma indecisão no andamento no curso natural das coisas, andamos aqui um pouco aos papéis ouvindo comentários de uns e outros, mas não passa disso mesmo. Encontro refúgio nas histórias, lugares onde encontramos conhecimento, deparamos com realidades que nos fazem parecer muitas vezes personagens das histórias que lemos. Nelas são-nos transmitidas ocorrências,  problemas e resoluções no passado da humanidade, contemporaneidades, ao percorrermos muitas delas ficamos descansados por terem sucedido noutro tempo, continuamos a ler com prazer, sem parar. Enredos, onde personagens reais ou a fingir alimentam paixões, ódios, sofrimento e felicidade, curiosidade para não os deixarmos de seguir. Um rasto que a biblioteca ambulante consente nas suas viagens, muitos não o largam, seguindo-o encontram as histórias numa qualquer aldeia. Há quem não lhe dê importância, mas a pista está sempre ali, como se fosse uma sombra, os olhares não conseguem mudar de direcção. Quando necessitarem de abrigo as portas estão sempre abertas a todos. O vento continua com o sopro enraivecido, no campo as ervas assemelham-se a ondas do mar, o que será que nos trará ainda mais, as histórias do tempo que vivemos não são optimistas, volto a abrir as páginas de outrora. Continuo a ler com prazer e sem parar.