Frutas naturais ...
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Na beira da estrada, os jovens marmelos expõem-se sem vergonha, atirando-se para cima da biblioteca ambulante, à sua passagem na aldeia da Concavada. Comportam-se como as crianças, inquietos, não fossem os ramos dos marmeleiros, que os prendem, caíam na estrada. Sujeitos a esborracharem-se debaixo dos pneus dos automóveis, um fim precoce para estes frutos, a iniciarem um período de amadurecimento. Serem colhidos, e transformarem-se em sabores agradáveis, a marmelada , a geleia, assados no forno. Acomodados no interior do pão, estendidos numa fatia do mesmo, à colherada, misturados num molho delicioso. As histórias agarradas às palavras de quem as escreveu, são interpretadas de maneiras diferentes pelos leitores, colhendo-as da árvore sobre rodas, todos saboreiam estes doces de sabores variáveis. Consumidas em casa, num banco do jardim, na praia. Sem pão, no silêncio das aldeias, com vento ameno, ao ritmo da melodia dos pássaros, ouvindo os murmúrios do mar. Frutas naturais, cultivadas nas ideias dos escritores, amadurecidas no tempo, no crescimento, destes homens e mulheres, plantadores de emoções.