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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

09.Jan.19

Hão-de querer sempre mais e mais

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Hoje é quarta feira, a biblioteca ambulante nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra está no Pego, é dia de petiscos nesta aldeia, o bucho, as febras, a entremeada, o entrecosto a farinheira, o chouriço a morcela, as tripas, tudo grelhado na brasa. Todas as quartas feiras, as tabernas, tascas e cafés, acolhem forasteiros e locais que se empaturram com as carnes do porco. A tradição já não é o que foi, estas casas com o tempo vão desaparecendo, o envelhecimento de proprietários ou morte, e não havendo quem queira continuar o empreendimento, são na sua maioria a causa principal de encerramento definitivo. Mas as que restam prestam um óptimo serviço a quem as frequentar. A biblioteca todos os dias e em todas as aldeias de manhã e de tarde, acomoda leitores, não leitores, curiosos, que queiram encher-se de letras, palavras, frases, de histórias. Histórias de pessoas, de animais, de imaginar de sonhar de chorar e rir. Venham que nunca ficarão fartos, hão-de querer sempre mais e mais.