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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Ler, ouvir e ver

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Outra manhã fria, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra até à aldeia da Foz, cuja toponímia terá origem numa alusão à ribeira do Vale da Sanguinheira na ribeira de Muge (D.T. E. C. A., Eduardo Campos e Joaquim Candeias da Silva). Exposto ao sol o dia todo, este território faz fronteira com o concelho da Chamusca, roça o norte alentejano, e penetra no Ribatejo mais profundo e selvagem. Aqui o montado impera, o pinhal e eucaliptal escasseiam. O trajecto foi transposto com sol, nos campos os locais mais escondidos estão com geada originando lindos tapetes. O odor da cortiça escaldada, a cantoria dos pássaros, tudo num conjunto de sentidos que a biblioteca ambulante percorre, mas também possui para quem queira, ler, ouvir e ver.