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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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A chuva é fugaz esta manhã, miudinha como alfinetes a chocarem no para-brisas da biblioteca ambulante. O café quente do termo é um conforto para o viajante das viagens e andanças, proporciona-lhe determinação para o resto do dia que aí vem. Persistir face à possibilidade de insuficiência de leitores, os indícios não estão animadores perante a cara do dia. Não está doente, mas está choramingas, as pessoas assim não saem de suas casas. No conforto das lareiras e dos agasalhos, estão enjeitadas para as histórias, a não ser quando a buzina da carrinha do padeiro soar, haja a possibilidade de se chegarem junto da biblioteca ambulante. Meia dúzia de passos e estão com as histórias defronte dos olhos, podem voltar a viajar, cavalgando as páginas, muitas delas imaculadas. Estarão à sua espera mistérios, crimes por desvendar, intrigas por solucionar, paixões amarradas, cidades para explorar, histórias por contar.