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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Outra árvore está a tomar a defesa da biblioteca ambulante do sol, desta vez coube a uma anoneira, em Alferrarede Velha. Originária do Peru e Equador, o seu fruto é bastante nutricional, rico em água, com uma óptima fonte de fibra, vitaminas e minerais. Tal e qual a árvore do conhecimento, a biblioteca ambulante a proteger as pessoas, os leitores, na sombra das páginas das histórias, da impossibilidade ou falta de capacidade para lerem. Não há pior piedade do que a ausência da sombra das páginas, do sabor dos frutos maduros da árvore. Espalhando as suas palavras para quem quiser encontrar o seu próprio caminho. O calor intenso aprisionou a tarde, a guerra dos tronos não fim, o verão, futuro rei, ameaça cada vez mais a rainha primavera, cujo reinado este ano não tem sido fácil. Devido aos constantes ataques e penetrações no seu período de tempo, por parte das casas reais mais próximas. Causando assim a ineficácia ao tempero, entre os reinados mais hostis. Agora é a vez do plátano grande na aldeia de Vale Zebrinho, com a sua muralha assombreada a defender a biblioteca ambulante, a neutralizar as flechas arremessadas pelo arco da entidade divina representante do sol. Está cheia de ouriços, por conseguinte, a continuidade da sua geração está assegurada. As árvores são importantes na produção de oxigénio, mantêm a paisagem natural, absorvem as águas das chuvas pelas suas raízes. As mesmas extensões de conhecimento que a biblioteca ambulante deixa e promove nas aldeias da minha terra.