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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

18.Set.19

Não larguei a dependência

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A corrente de ar torna a permanência da biblioteca ambulante na aldeia das Bicas cheia de boas sensações, a Paulina foi a primeira, a leitura gastronómica é a sua preferida, o viajante das viagens e andanças aprende sempre algo sobre o assunto, no qual ela não tem papas na língua, os diabetes obrigam-na a cozinhar preventivamente em relação a alguns condimentos, mas não a afastam das panelas. O Nelson com a tez marcada pelas borbulhas entregou obras da 7ª arte, foi de mãos livres, o início das aulas restringe a vinda de pequenos leitores ao encontro das histórias da parte de alguns pais. A minha incompreenção pela atitude desastrosa do impedimento à leitura no período escolar continua a não ter uma explicação razoável, cresci a ler histórias, ainda não larguei a dependência. As viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra vão terminar na aldeia de São Miguel do rio Torto, as sombras motivadas pela direcção declinante do sol conquistam o largo, os ramos das jovens árvores são sacudidos pelo vento que acabou de se estabelecer na aldeia. Apesar de colocar à mostra as histórias, a biblioteca ambulante não é muito assediada por quem queira ler, por estar próxima da cidade, esta nem livrarias possui no seu centro nevrálgico, não foram acostumados. Os mais velhos, os que têm só a instrução primária, são os mais intrometidos nestas coisas de unir letras, das histórias, do querer voltar a ler outra vez, aproveitam o momento.