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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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O adro da igreja está vazio, uma página em branco na história não é bom sinal. Ausência de pessoas é  carência de palavras, os crisântemos de odor forte adornando a porta do templo iludem os forasteiros. As palavras rodopiam no ar impulsionadas pelo vento suave, não se vêm, aos ouvidos do silêncio clamam por gente ledora. Os fiéis não propagam as palavras, estão enclausurados no tempo, presos na luz brilhante das telas. Luz redentora, traidora das palavras, crentes tocando o infinito, claridade que emana fantasia artificial. Não sabem que as palavras são fantásticas e expontâneas, o traço, a forma, letras diferentes, unidas umas às outras criando sonhos, ilusões nos seus seguidores. Têm luz capaz de redimir, de salvar os que se afastaram, quem não acredita. Entrem na biblioteca e testem, conheçam as histórias.

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