Nas aldeias as pessoas ...
historiasabeirario

Ontem vi uma mulher caminhando na margem contrária aquela onde a biblioteca ambulante permanecia, com flores numa das mãos. Soube mais tarde que se dirigia ao cemitério colocar as flores na pedra que cobre a sepultura do seu pai. Nas aldeias as pessoas acreditam em Deus, muitas vezes o convocam, Se Deus quiser; Valha-nos Deus; Oh! Meu Deus; Deus nos acuda; estas manifestações empregam-se muitas vezes, ouço-as nas vozes das leitoras, nas pessoas, Deus está em todo o lado, talvez, nalgum dia, tenha entrado na biblioteca ambulante, acompanhando-me nas viagens e andanças pela aldeias da minha terra. Basta convicção e fé, motores importantes nas aldeias, diminuem as constantes contrariedades de se estar no interior. No Vale das Mós, uma aldeia onde a biblioteca ambulante está presente hoje de manhã, as crianças do infantário do Centro Social ocuparam todo o espaço das histórias, um exemplo de resiliência. Criar filhos, residir na aldeia, nos tempos actuais não é para todos, só para aqueles com uma crença absoluta. A biblioteca ambulante tem a função de abrandar os pensamentos menos bons, e mostrar sinais de esperança, na informação que se obtem facilmente, na leitura exposta, na socialização entre os leitores e restantes aldeões. A chuva regressou, o vento continua com menos itensidade,
