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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Lá fora, o mundo anda em contestação, noutra latitude os que perderam as suas raízes são usados como armas de arremesso e colocados no limite de territórios de modo a provocar conflitos. Andamos presos por filamentos, a crise energética associada ao clima, por cá o vírus que abre noticiários volta a ser destaque, se é que alguma vez deixou de o ser. Globalmente anda tudo virado do avesso, a hostilidade que é característica nalguns povos está cada vez mais saliente nas mãos de homens que administram governos nada democráticos. Levantam-se muros, a crueldade apodera-se nas pessoas pressionadas de medos de coisas nenhumas. Nesta pressão social e na estrada, nas viagens e andanças, a biblioteca ambulante continua a provocar a diferença naqueles que a usam através das histórias. Sem agitação as aldeias mantêm-se anónimas, as charnecas embora sendo barreiras transponíveis, cuidam naturalmente de quem  fica. Aqui só o vento se destaca levando à sua frente folhas amarelas e deformadas pelo tempo.

 

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