O livro é uma espada tocando-lhes ...
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Foi muito longo o tempo que o sol demorou a sair da incerteza em que estava mergulhado. As aldeias da minha terra, encantadas, misteriosas, quando as brumas assentam no território onde a biblioteca ambulante é rainha. Uma lutadora incansável, a combater a iliteracia, a solidão, são várias as lutas diárias, onde se ganha e perde. Conquistou leitores, sem desistir, continua, adaptando as histórias ao quotidiano das pessoas das aldeias. Na sua corte todos são bem vindos, ouvir os nobres cavaleiros contando as suas aventuras, sobre as pelejas nos lugares solitários, ao seu redor. É nos sítios remotos que a sua acção se faz sentir mais, uma, duas, três ou mais pessoas, bastam para o compromisso da biblioteca ambulante ser realizado. O livro é uma espada tocando-lhes nos ombros, um fio de palavras rapidamente lhes chega ao coração. Vinculando-os para sempre como cavaleiros na biblioteca ambulante. Um pequeno exército de leitores fiéis à rainha, aumentando o seu número delicadamente, após o final de uma história. Estes fazem chegar a mensagem a outros possíveis leitores nas aldeias. Com sorte, talvez apareçam na corte para conhecerem a biblioteca ambulante, iniciarem outros conhecimentos com a leitura.