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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

18.Jan.20

O rio

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Fui ver o rio, e o rio disse-me que estava arrepiado. Há muito tempo, leu uma história que lhe meteu medo. Foi de manhã cedo, o sol ainda não havia acordado. Ficou revoltado, na aldeia não acontecia alegria, as casas da aldeia estão vazias, não há cortesias, há melancolia. Tinha saudades do verão, das novidades que trarão, das pessoas novas que virão, na união dos que cá estão com os emigrados, os desconhecidos. Dos mergulhos, das brincadeiras, companheiras das manhãs, das tardes de alarde, de felicidade nas suas águas. Só o velho e a velha metem o bedelho na aldeia, aparelho que fecha a estação mais quente, mas não há quem aguente tanto tempo. Da festa da aldeia, logo ali junto à floresta, a rua toda engalanada com arcos de flores e luzes, chamando os arredores a frequentarem o festejo. Das histórias da biblioteca ambulante, de vez em quando, participante na vida da aldeia, enquanto visitante. Apesar de distante a biblioteca ambulante a qualquer instante faz acontecer, ler e estremecer até deter os que não querem crer. O rio é uma referência.

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