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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Uma leitora nova na aldeia do Pego, trouxe confiança à biblioteca ambulante, após meses de espera o desejo concretiza-se. Agora venham mais, os vinculados e outros para iniciarem as leituras. A tarde está quente, no Pego o estabelecimento que vende plantas, sementes, acessórios agrícolas, nunca está vazio. Entram de mãos nos bolsos, saem com elas ocupadas, segurando sacos, trazendo ao ombro, sacas de ração para os animais, ou pequenos vasos com flores. Há de tudo neste comércio, é uma biblioteca de objectos agrícolas, há para todas as necessidades dos seus utilizadores. Na entrada estão inúmeras flores expostas, a cativar quem passa. É o escaparate da loja, são as novidades, na biblioteca ambulante estes são colocados de maneira diferente das histórias. Chamam os olhares curiosos dos leitores, apelam para que estes os seleccionem. Métodos semelhantes, mercadorias diferentes, clientes e leitores satisfeitos. O sol agressivo, obriga-me a arregaçar as mangas da camisa, na rua os homens usam boina, esteja frio ou sol, esta faz parte da indumentária. A tapar os olhos, de viés, ou mesmo puxada para trás, na cabeça, permitindo a passagem do ar fresco pela testa. Usam-na todo o ano, não se deitam com ela porque as mulheres não toleram a ousadia. Podiam fazer o mesmo com as histórias, usarem sempre, onde fossem, ou estivessem. À noite seriam partilhadas por ambos sem problemas de maior.