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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

O vento está enamorado...

 

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A história espreita a tarde a tentar alcançar quem atravesse a rua. Mas só o vento está na aldeia, traz histórias dos lugares por onde passou. Pôs as árvores a dançar no vale, os ramos rodopiam de um lado para o outro, como as saias das bailarinas. O vento dançarino dança com todas as árvores ao mesmo tempo, sussurando com uma, com outra, elas ficam  tontas com o que lhes diz, mas também do fandango improvisado ficam sem tino. O vento está enamorado, as folhas das árvores soltam-se de tal maneira que entram na biblioteca ambulante, convocando as histórias a libertarem as letras. Com este baile o vale fica encantado, são as histórias, as árvores e o vento a dançar, a chamar as pessoas a confiar.

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