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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

16.05.25

O verão chegou ...


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Foram alguns meses a transitar na estrada a levar a biblioteca ambulante, às aldeias das Bicas e Vale de Açor, a passar por cima de pequenas partes, desta, em muito mau estado. Finalmente, hoje foi com satisfação que a biblioteca ambulante, a transpôs, sem estar ainda concluída a intervenção necessária, mas, a progredir para contentamento dos fregueses, e do viajante das viagens e andanças. Não fosse as pessoas destas aldeias a reclamarem, as deformações estariam por reparar, até agora. O verão chegou. Não é altura do verão chegar. Passou à frente da primavera, no tempo em que não devia acontecer. Na aldeia das Bicas a sombra da tília, abraça a biblioteca ambulante, em sinal de acordo. A luz das histórias ilumina os poucos habitantes da povoação rural. O peixeiro estacionou a sua carrinha, não muito longe da tília, o som da buzina não atrai ninguém. O verão prematuro, e as sardinhas assadas na brasa, têm um pacto, dispensam de formalidades. Então, venham à peixaria ambulante, à pesca da sardinha. Venham à biblioteca ambulante apanhar palavras no oceano de histórias. Sem armadilhas, usem a razão, as mãos e as pernas, para nadarem daqui para fora. Aproveitem o verão imprevisto, os fragmentos de esplendor, a estripar histórias, a comer sardinhas.