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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

14.Fev.20

Olham para a biblioteca ambulante

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A primavera está cheia de pressa, ainda é cedo, o sol está forte, as cegonhas voam aos pares, é dia dos namorados. Tantos acontecimentos nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, numa tarde que ainda agora está a começar na aldeia do Monte Galego. Aqui os dias são realizados de coisas simples, colunas de fumo dispersas nos campos ao redor da aldeia, são indício que eles andam activos. Assim trouxessem esta atitude quando as histórias permanecem nas suas aldeias, fossem participativos, se ocupassem com a leitura no tempo em que as hortas estão adormecidas. Há excepções, o José andou a queimar os ramos que estavam dispersos no olival após a poda, as árvores ficaram amputadas dos muitos ramos que tinham, mas esta mutilação é necessária para as tornar mais vigorosas e gerarem mais fruto. O sol ainda não perdeu energia, aquece os velhos sentados à beira das suas casas, tapam a vista com a palma da mão, olham para a biblioteca ambulante atravessando devagar a ruela, que desde sempre foi a deles.

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