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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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As viagens e andanças com letras dissipam-se na névoa obstinada, as palavras das histórias diluem-se na água da chuva. A tarde, assim é um romance inacabado, uma história incompleta, faltando-lhe o derradeiro capítulo. A parte onde alcançaríamos o prazer da leitura, a fatia de bolo desejada por todos. O desenlace não vai acontecer, todas as palavras escritas para o expandir, afogam-se nas lágrimas dos personagens, na última parte da história. A guerra, o excesso de poder, não permitem a liberdade das palavras. As pessoas na rua evitam a água, protegem-se, fogem para não serem apagados, ou mesmo perderem o brilho. A vivacidade que os protagonistas dão às histórias, fazendo acontecerem paixões permitidas ou proibidas. Enredos fantásticos, proezas que só os melhores conseguem ler, aqueles que se distinguem pela qualidade de serem curiosos. Os marinheiros nas histórias e náufragos nas letras.