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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Sob a expressão do rosto vigilante da carranca, adulterada por uma outra manifestação de arte, penetra-se na Rua Condes de Abrantes, antiga Rua da Boga. A sua carência de largura não impede que os automóveis circulem no seu prolongamento, são escassos os que se atravem. Desconhece-se a origem do seu primeiro topónimo, em 1909 numa sessão de Câmara, sondaram a  sua substituição para Francisco Ferrer, pedagogo e propagandista espanhol, fuzilado por ordem do Rei Afonso XIII. Tal não foi avante, mas em 1927 a 11 de Maio  o seu topónimo foi alterado para o actual. É nesta rua que se suspeita ter sido implantada nos séculos XIV/XV a judiaria de Abrantes, embora os documentos existentes não indicam a sua localização real, vestígios da história da cidade aproximam o local de uma determinada referência urbana, outros noutras, assim é dificil uma conclusão. Com a continuação dos estudos ou qualquer achado imprevisto se poderá saber exactamente saber, continuando a  andar, observo casas altas uma ou outra mais imponente, o acesso aos andares superiores é feito por escadas muito estreitas e íngremes, possuindo espaços interiores minimalistas em comparação com as construções de agora. Os muros também cercam, a rua, suportando os quintais que ostentam limoeiros e sardinheiras, de frente atingo com o olhar a torre sineira da Igreja de S. Vicente, mais à frente termina este pedaço de história, numa travessa que a trava bruscamente.