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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

25.Nov.18

Passeio a pé pela Travessa da Palma

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O sol incentivava a manhã ao mesmo tempo desafiando-me a caminhar à Travessa da Palma, uma ruela de Abrantes. Na Toponímia abrantina Eduardo Campos, refere que no AHCA, um documento (auto de vistoria) consumado pela CMA em 1807, informa que a Travessa se situa entre o celeiro do castelo e os quintais do prior da igreja de S. Pedro..., a referida travessa só servia para dispejo de imundise e por ser muito solitaria de noite e de dia se costumav ão reculher para ali individos desconhecidos para praticarem factos indeçentes e excandalosos, perturbando o suçego daquela vezinhansa e atacando as pesoas que á Roda dos Expostos vão levar  crianças. A CMA ordenou  a construção de um muro, salvaguardando uma parcela dos quintais do prior, adequando-a a curral. No mesmo livro conclui-se que foi uma Travessa antiga, o seu início foi na Rua Nova, em seguimento à Rua da Palma terminando próximo do muro do castelo, esta mencionada num topónimo de 1625 de origem desconhecida. Presentemento a sua acessibilidade é pela Rua Nova, com uma ligeira inclinação, terminado na Rua de Santos e Silva (Rua Grande). No sentido contrário, vai-se até à Rua Nova, avistando-se um pouco mais acima a muralha da fortaleza. Uma rua de curta distância, quase um fio quando atravessada no seu ponto médio, não é aconselhável transpô-la de automóvel, o risco é enorme, os testemunhos estão gravados na fachada de uma casa e no muro alto que cerca os quintais, dos quais se estendem longos ramos, onde estão supensos Kiwis. No espaço mais antigo esta travessa é mais uma jóia na arquitectura urbana da cidade,  na primavera, ao percorre-la, sinto os aromas dos limoeiros das laranjeiras que protegem do sol os quintais lá no cimo.