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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

07.Jan.19

Passeio a pé pela Travessa do Almada

O pavimento das ruas está escorregadio nesta manhã muito fria, mesmo assim percorro com cautela algumas até à Travessa da Palma. Pequena rua, não mais de sessenta metros de comprimento, estreita, sombria, generosa. Digna de ser atravessada, as suas casas altas dão-lhe uma característica nobre, defronte para o largo do Almada, já foi denominada Travessa do Canzana...metade de humas cazas na rua do Outeiro desta Villa de longo Santo Amaro que ficaõ de Manoel Pereira Vogado na quina da travessa do canzana... ( Toponímia abrantina, Eduardo Campos; 1989. Em 1863 foi-lhe atríbuida outro topónimo, Travessa do Paço Real pelo motivo de terminar no largo onde está edificado o palácio da família Bivar.  Nos primeiros anos após a implantação da República passou a ser designada pelo topónimo actual. Nos meados do séc. XVIII, mais exactamente em 1757 tinha quatro moradores fintados, 1 dizimeiro, 1 mestre de meninos e 2 mancebos. Ao passarem em torno da travessa, arrisquem transpôr esta pequena distância de história. 

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