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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paulo Auster

13.Nov.18

Podem vir abraça-las

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O afecto do sol, vários panos verdes estendidos, mulheres curvadas no olival, o aroma doce dos marmelos, foram sentidos pelo viajante da biblioteca ambulante, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, no destino à aldeia da Chaminé. O campo está alegre, o lagar não se cansa, o medronheiro todo vaidoso com os seus frutos quase maduros. A tarde dourada permite que uma mulher esteja sentada na beira da estrada expondo-se ao sol indicando o ocidente. 

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Na aldeia de Água Travessa as chaminés das casas, largam odores de lenhas de sobro e oliveira, os lares preparam-se para outra noite fria. Acabei de levantar os olhos do rascunho da história de hoje, a noite aproxima-se com velocidade, um pássaro solta sons estridentes, a fonte de calor extingue-se, só as histórias na biblioteca se mantêm. Não perdem força, não têm altos e baixos, quem as escreveu perpetuou as palavras, impressas nos livros. Os leitores podem vir abraça-las, hoje, amanhã, noutro dia qualquer, continuam imperturbáveis.