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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

28.11.23

Próxima do adro da igreja ...


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A chuva acalmou o frio, regressou prudente, a água cai tranquilamente nas ruas de Rio de Moinhos. Com este ritmo, os leitores não despertam, não ouvem os sinos da torre sineiro da igreja, a dobrarem o chamamento às histórias. Próxima do adro da igreja, a biblioteca ambulante bem podia ser um andor, transportado aos ombros por gente vigorosa, cheio de imagens, de mensagens de Esperança e Fé, nas quais as pessoas da aldeia se apoiariam espiritualmente. Vinham todos à Romaria da Nª Srª da BIA, ornamentada de histórias. A procissão, aberta pela banda filarmónica da aldeia, a tocarem a música «Geni e o Zepelim», composta pelo Chico Buarque, onde se diz, ter sido inspirada no livro Bola de Sebo e Outros Contos da Guerra, escrito por Guy de Maupassant. Atrás seguem a Cruz paroquial e as bandeiras das associações ou confrarias, o ponto alto seria o leilão das histórias. A disputa destas não teria preço para os interessados, só quem arrematasse para o ar o valor mais alto há leitura, teria a sorte no acesso às narrativas pretendidas. O peixeiro estacionou no minúsculo largo, onde tudo acontece na aldeia da Amoreira, a buzina ensurdecedora não se cansa a chamar os fregueses. Não veio nenhum, partiu a buzinar, avisando a população, os leitores, para não perderem a romaria.