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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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Na pastagem a disputa pela erva macia está ao rubro, com os mais novos a não largarem a sombra das progenitoras. Os que estão de pança cheia, estão deitados a aproveitarem os raios do sol, indiferentes ao que se passa ao redor. Enquanto as nuvens não impedem os traços do sol, acertarem no lugar onde os animais pastam. Na rua a conversa está ao rubro defronte do café, vozes roucas, competem pela sua vez de falarem, ao mesmo tempo só gera confusão e ruído. O cheiro intenso, causado pelo tabaco a ser consumido, invade o interior da biblioteca ambulante. Quem fuma, está aproximadamente a uma distância de vinte a trinta metros, há boleia, na aragem, o odor chega rapidamente, impregnando as narinas do viajante das viagens e andanças. Desabituei-me deste cheiro, artificial no tabaco actualmente, há uns anos passados, foi mais doce, mais natural. Há ainda o tabaco consumido nos cachimbos, exalando um aroma harmonioso. Quantas páginas terão, e são lidas, entre reflexões e cachimbadas, em espaços cheios de neblina tabagista. Intimamente ligados ao romance policial, a outros géneros literários, por personagens, por viciados na leitura, o cachimbo e o cigarro, foram e são companheiros na escrita e na leitura. (Não sou fumador, e não sou fundamentalista em relação aos fumadores).