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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Que atraiam aldeões

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A ousadia do sol contagia o viajante das viagens e andanças, hoje será a vez da aldeia do Vale do Açor, a hospedar a biblioteca ambulante. Durante a viagem ultrapasso charnecas vibrantes, sítios onde os raios solares não atingiram ainda as mantas de orvalho que cobrem a erva daninha, e a de pastagem. A caducidade das folhas de algumas árvores é visível, cores quentes, a lembrar as coberturas das histórias que a biblioteca não se cansa de transportar. O Outono progride, a biblioteca ambulante segue o exemplo, acompanha o planeta na sua rotação, escolta as aldeias, as populações. Movimenta-se em torno da luz e calor das pessoas, assim como a Terra o faz na sua relação com o sol, sem esta união, não faz sentido continuar. Há momentos de muito calor, outros de frio, a biblioteca ambulante e as histórias uniformizam estas temperaturas, há que continuar a manter o equilíbrio, com o objectivo de absorver cada vez mais a energia das multidões com as histórias ou funções que atraiam aldeões.

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