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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

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No início a arquitectura moderna está presente nas casas na aldeia dos Casais de Revelhos. Gente nova, outros mais velhos, optaram por reavivarem a vida, substituindo a urbanidade por um local mais tranquilo. Depois alcançamos as outras, ajeitadas pela arte da construção popular, as mais antigas. Cândidas, coladas umas às outras pela rua acima até ao lugar do costume, onde as palavras das histórias se recreiam no baloiço e no escorrega. No campo de futebol de dimensões reduzidas, estão uma bola e uma baliza. As palavras nunca jogaram à bola, são empreendedoras de muitas cruzadas no combate à preguiça mental. São deliciosas numa canja cheia de letras, podem ser palavras pesquisadas de cima para baixo, da esquerda para a direita, ou em diagonal. São assim as sopas de letras, exercícios mentais que ajudam a descobrirmos palavras novas, a aprendermos a escrever melhor. A bola continua no mesmo sítio, esperando alguém para jogar, de um companheiro, de um leitor, que beneficie da comparência da biblioteca ambulante, a bola não é de deitar fora, assim como as histórias. A bola, a baliza e a biblioteca ambulante, poderiam ser inspiradoras para uma história. Três amigos, inseparáveis, a proporcionarem desejos intensos aos leitores, aos jogadores da bola. Sonharem acordados correndo com uma bola nos pés, tentando-a meter na baliza, atrás das histórias. Fazendo esforços para atingirem a história das suas vidas.