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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Será mais uma história?

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A chuva não para de cair, tem o mesmo efeito que a expressão «pôr água na fervura», atenua a vontade de voltar à rua para muita gente. O inverno não desiste de permanecer, as hortas com as suas culturas reconhecem a água abundante, a generosidade da natureza não tem limites. Fomos relegados para um plano secundário, atualmente são os intermediários da natureza os felizardos, continuam a existir como sempre, agora ultrapassando os limites impostos pelo homem, voltam aos territórios que já foram dos da sua espécie no passado. São espaços de betão, de breu, de hipocrisia, de inveja, de egoísmo, que se tornaram recetivos a outros seres vivos, sendo um deles o causador de tudo isto. Será ele um Robin dos Bosques, tira ao homem para dar ao ambiente em que vive o homem, é difícil de se ver a olho nu, só no microscópio se deixa observar. As nações dominantes temem-no, as outras lidam com ele evitando exposições públicas das suas populações. Temo no próximo verão não mergulhar nas águas do atlântico que lambe a nossa costa, temo não evidenciar-me perante o sol, relacionado com a areia, com uma boa história, nas manhãs e finais de tardes dos meses de calor. Temo não poder refrescar a garganta seca pela poeira dos meses frios, nas esplanadas amparadas à praia, dos passeios noturnos à beira mar. Tudo isto são partes que podiam ser lidas, numa história de hoje mas terão de ser  deixadas em branco para serem preenchidas posteriormente, numa história do amanhã. Esta que estamos a presenciar é ficcional, vem escrita na coleção Argonauta, uma das muitas que por lá estão. Será mais uma história que fará parte do nosso crescimento como pessoas, quero ter esperança que a tenhamos aprendido de uma vez por todas.