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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

02.06.25

Surfarem nas ondas das histórias...


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A debilidade do sol causou uma manhã frouxa, em comparação com as manhãs anteriores. Um casaco, um pullover, não estorvam a quem os usa, no caminho para o trabalho. Assim, andam as viagens e andanças nos altos e baixos, da meteorologia. Expondo o viajante das viagens e andanças, a uma temperatura extrema, colocando-o a seguir noutra oposta. Atingindo a itinerância, os leitores, escolhendo a biblioteca ambulante como "estandarte". A partir do final da semana que decorre, esticando o rumo dos acontecimentos até ao final dos sete dias seguintes. Nas Festas da Cidade de Abrantes. Dias caracterizados por um enfraquecimento dos leitores habituais. Em Rio de Moinhos, um rio de ar fresco entra pelas portas dos fundos da biblioteca ambulante, percorre a sinuosidade ao longo das estantes, sem tempo para seleccionar histórias. Saindo apressadamente pela porta grande, desaguando num oceano atmosférico. Nem assim os leitores da aldeia se aproximam das histórias, junto do adro da igreja, na sombra de uma pimenteira-bastarda. Surfarem nas ondas das histórias, mergulharem no ar fresco do oceano. Submergindo nas páginas, determinados a alcançarem 20 000 palavras, relacionamentos com personagens, viajando nas profundezas da imaginação e do pensamento.