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Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

Histórias à Beira Rio, viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra

"Afinal, a memória não é um acto de vontade. É uma coisa que acontece à revelia de nós próprios." Paul Auster

22.Abr.22

É importante que...

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A chuva tarda em efectuar um intervalo para que os leitores possam sair das suas casas para optarem das várias histórias na biblioteca ambulante. O som permanente da água a despedaçar-se no tejadilho é ensurdecedor neste dia mundial da Terra, um pacto como tentamos fazer com o planeta seria bom neste momento com a chuva. É importante que os leitores, as pessoas da aldeia venham à biblioteca ambulante, a troca de informação oral, a leitura dos jornais e revistas, notícias novas, (...)
20.Jan.22

Fugir do presente...

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  Branco mais branco não há, o silêncio gelou nos lugares onde os braços do sol não penetram. A passagem da biblioteca ambulante onde o tempo atravessa devagar os dias, deixa um traço de informação. Quem se aproxima e mata a curiosidade na fonte, sai esclarecido, mais agasalhado para o que ainda vem aí. Mas a perda do sossego em virtude do organismo que não nos quer deixar em paz, encerra as pessoas nas suas casas. Afastadas não podem usar as histórias, fugir do presente, (...)
03.Set.20

Histórias narradas noutro tempo (revistas e corrigidas)

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  A cor verde predomina nas planícies encravadas nos largos vales, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Rumando à Chaminé e Água Travessa o viajante na biblioteca ambulante não se cansa de observar os campos que não param de se transformar. Cada vez que por aqui transita o cenário nunca é igual, são as cores, a terra remexida, plantas novas, o sol a chuva o nevoeiro, a penumbra. Os rebanhos, umas vezes ovelhas, outras cabras, não esquecendo o gado (...)
02.Jan.20

Tiveram destino na aldeia

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    Na cidade as pessoas caminham ao mesmo tempo que resmungam por causa do frio, de cachecóis abraçados ao pescoço, agasalhos compridos e luvas nas mãos, muito protegidas ainda querem mais. Na aldeia da Foz, a primeira dos anos vinte, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, a tarde não consegue travar a noite, no café as taças de vinho nunca estão vazias. As gargantas não estão saciadas das festas recentes, não há ressaca, os festejos continuam. (...)
18.Out.19

Com vontade de repetir

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  Brilhante e cinzenta, são as mudanças da tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra. Aparentemente estão ausentes na aldeia da Chaminé, só os cães se ouvem ladrar, um ou outro cacarejar, num qualquer quintal, arquitectado nas traseiras das casas baixas que ladeiam as poucas ruas da povoação. Perfeitos paraísos privados, com água no poço, preenchidos por canteiros de flores, de hortaliças, completados de pequenas capoeiras, que asseguram (...)
30.Set.19

Aconteceu a preto e branco

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  A manhã aconteceu a preto e branco, a tarde nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra sucede colorida e quente. Na primeira aldeia, a ausência foi presença assídua, no período em que a biblioteca ambulante se demorou com as histórias. Somente a frescura branda do vento a impulsionar a viagem seguinte para a aldeia da Água Travessa, onde certamente leitores se acercarão das histórias. Na Chaminé são os velhos a população emergente, os outros são (...)
30.Nov.18

Não se deixam conquistar

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    Meio dia cerrado, de tarde o sol alastrou-se trazendo alma às viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, o destino Chaminé e Água Travessa. Subtilmente molhado o dia todo derivado da orvalhada, das baixas temperaturas, o asfalto ultrapassa-se com precaução, ainda assim a tarde está amena na primeira aldeia a ser visitada pela biblioteca ambulante. Na aldeia de Água Travessa,  despontam leitores repondo histórias, retirando outras, até outro dia (...)
13.Nov.18

Podem vir abraça-las

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O afecto do sol, vários panos verdes estendidos, mulheres curvadas no olival, o aroma doce dos marmelos, foram sentidos pelo viajante da biblioteca ambulante, nas viagens e andanças com letras pelas aldeias da minha terra, no destino à aldeia da Chaminé. O campo está alegre, o lagar não se cansa, o medronheiro todo vaidoso com os seus frutos quase maduros. A tarde dourada permite que uma mulher esteja sentada na beira da estrada expondo-se ao sol indicando o ocidente.  Na aldeia (...)